domingo, 12 de julho de 2009

Ainda hoje penso em ti. É um lugar-comum, mas é verdade. .

Para explicar o turbilhão de sentimentos que fazem meu coração ficar desse tamaninho esse domingo, só mesmo trechos do meu livro preferido para ilustrar tudo..
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"- Lembra-se de há um bocado termos falado da minha primeira namorada? Quando me fui embora do Porto para Inglaterra foi por causa dela. Não aguentava estar na mesma cidade que ela, era-me totalmente insuportável a ideia de a poder encontrar na rua e já não fazermos parte da vida um do outro...


- Mas você não devia ter mais de vinte anos, ainda era um miúdo...


- Isso não tem nada a ver. Até pelo contrário. São as primeiras paixões que nos marcam para toda a vida.


Olha-me fixamente.


- E pela sua cara já percebi que lhe aconteceu a mesma coisa.


- Acontece a toda a gente, isso é um lugar-comum.


- Não é não, Vera. Pense bem. Nem toda a gente passa por isto. Mas quando passa é algo que nos marca para toda a vida. A Marta foi a minha grande paixão, a mulher de quem mais gostei... talvez esteja a exagerar, ou talvez não, se disser que foi a mulher que de facto amei. E só tinha 17 anos quando a conheci. Quando acabámos, pensei que ia morrer. Fechei-me uma semana no quarto, não queria ver ninguém. A minha mãe deixava-me a comida à porta, demorei quase um mês para voltar a sair de casa. Se não fosse um grande amigo meu que me obrigou a reagir, não sei o que teria acontecido. Estava desfeito, completamente destruído. E, quando algum tempo mais tarde a voltei a ver, senti-me tão mal que percebi que não podíamos viver na mesma cidade. E foi por isso que me fui embora. E foi por isso que estive sete anos fora.
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Já percebeu que também eu carrego uma história assim, que a minha cruz é como a dele, a cruz de uma paixão inacabada, de um amor contido e falhado, a tristeza de ter investido tudo e ter perdido tudo, de termos sobrado num mundo ímpar onde provavelmente nunca conseguiremos encaixar com mais ninguém, porque eram aqueles o corpo e o espírito certos e únicos para a comunhão das almas. Deseja-se muita gente, perde-se a cabeça com algumas pessoas, há entusiasmos, paixões, atracções mais ou menos fatais. Mas amor, há só um. O primeiro. O último. O único e derradeiro. Só se ama uma vez na vida. O João, sempre e ainda o João na minha vida."
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(Margarida Rebelo Pinto - Não Há Coincidências)

Por Mary*

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Assim foi e assim será. SERÁ?

Apesar do meu comportamento em relação ao blog parecer contrário, estava com saudade disso aqui. Não vou tomar o tempo de vocês explicando o porquê do sumiço, mas o que importa é que eu estou de volta. E espero que por um tempo indeterminado.
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TODOS, T-O-D-O-S temos mania de achar que porque fulano fez isso no passado, ele irá repetir no presente ou no futuro. Tudo bem que achar que todo mundo é bonzinho ou que todos vão mudar com o tempo é ilusão, mas sejamos complacentes...
Tenho convivido com pessoas ótimas e outras até confusas. Mas esse negócio de ficar tentando entender cabeça de neguinho, não é graça não, viu?!
Outro dia eu estava comentando que a tristeza não me cabe...e não cabe mesmo. Daí a colocar essa afirmação em concordância com o cérebro e o coração, já é outro problema.

Vou parar de escrever frases soltas e vou tentar costurar tudo isso numa colcha só.

Então...pretendo ser bem sucinta. Estive(estou?) apaixonada, me entreguei e me fudi. (SUPER sucinta, fala sério!) Se valeu à pena? MUITO. Pode ser até que valha ainda...mas se for pra valer, vai valer do meu jeito agora, e num futuro bem distante, mesmo que isso afete até a mim mesma. Isso é discurso de mulher burra, bem verdade, mas quando foi que eu disse que não era?
Antes que comecem a falar que é vingança...deixe que eu digo: É VINGANÇA SIM! E esse negócio de que se come frio, não combina comigo. Quero comer quente mesmo e de preferência PRA ONTEM! Se isso vale á pena? Talvez não...pra um médium umbandista, com certeza, não!

Agora é organizar a mente. Não vou viver em função dessa vingancinha malígna, porque aí já seria burrice demais, mas eu quero PELO MENOS mudar os ares. Pessoas e lugares novos, por favor! E como é que não se condiciona a pensar que nenhum homem presta ou que todos vão fazer a mesma coisa com você?
BOA pergunta!
Assim foi e assim será! SERÁ?!
ÓTIMA pergunta! ;)


Por Jéssica Pinho.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Amor Meu

Eu tenho tanta coisa pra falar, sobre meu são João surpresa e perfeitinho, sobre livros e essa gana de leitura insaciável, sobre as ultimas provas e meus pensamentos em geral, que, como já devem ter percebido, nunca são poucos.


Mas hoje quero falar rapidinho sobre Sthefany. Sim, sim, A Sthefany do Piauí. A do Cross Fox. A linda e absoluta.


Nos primeiros dias de fevereiro desse comecinho de ano, eu vi o clipe de um vídeo que estava bombando por todos os blogs de humor que eu lia. E era ela. Com seu espelho, seu blush, seu bonquinho do Shrek, sua banheira de espumas, seu vestidinho de babado e, lógico, com seu carricho pra lá e pra cá. Vi o clip mais de dez vezes na mesma hora. Pro-me-to. Ri de chorar, de rolar na cama. Coisa mais cômica do mundo.


Em uma semana eu já sabia a letra toda já sabia os passos, as caras e os trejeitos da menina. Virou vício. Todo mundo passou a cantar a toda hora, seja dirigindo, seja fazendo pulseira de Nora de Gandhy, seja em plena avenida de carnaval, a muúsica virou hit. Sim, várias pessoas vieram perguntando quem era, se existia mesmo, se não era gozação. E assim foi divulgando o sucesso do momento.


Sábado ligo a televisão depois de quase uma dezena de pessoas me mandarem mensagens e scraps: Sthefany no Caldeirão. E olha ela lá: linda e absoluta. Chorei com a historia dela, chorei quando ela falou que acreditava que o pai ainda tava vivo, chorei com a mão dela chorando no palco, chorei quando ela ganhou o tal Cross Foz amarelo (mais do que merecido, vista a imensa propaganda que ela fez pra Volks.). Emoção total, que eu nunca pensei que aconteceria quando essa brincadeira começou.


Aí hoje entro em vários lugares (orkut, twiiter, blogs, youtube) e vejo como se propagou a faminha da gúria. Longe de mim querer urubuzar sucesso dela, mas, venhamos e convenhamos: é muito fácil gostar de quem aparece no SBT, na Rede Tv, na MTV, na Globo. Muit fácil cantar música de quem canta no Canecão, quem tem madrinha famosa, quem virou celebridade instantânea. Quero ver quem tava lá, cantando no microfone a música todinha, antes mesmo de ela ser notada. Modinhas.. Odeio. Prefiro os bobos e velhos romances.. Então tô até pensando em virar caçadora de talentos, já que me falaram duas vezes hoje que Sthefany deve o sucesso dela na capital baiana à mim, fiel propagadora dos seus vídeos. Não chega a tanto, obviamente, mas sei que ajudei bastante a repercussão do seu nome em certos lugares (faculdade, por exemplo.). E se depender de mim, Sthefany vira estrela. Até boneca já tão pensando em fazer.. E eu louca para comprar!

Anyway, Sthef é musa, é diva, é linda e absoluta. Merece ser aplaudida de pé (mas sem chorar, pra não borrar a maquiagem per-fei-ta que ela faz.). Com os dedos já cruzados e o olho fechado pra Preta ou Claudinha trazerem ela pro carnaval de 2010! E olha que eu não sou mulher, não sou mulher de esperar.. Mas eu conto as horaaas pra te ver. Faço até blusa, Sthef. Vou dançar e me divertir! Porque você é... Demais!


http://www.youtube.com/watch?v=R83_bdb1gJo

(Eu Sou Sthefany)

http://www.youtube.com/watch?v=0bHQbtInJQc

(Sthefany no Caldeirão do Hulk)

Por Mary*

segunda-feira, 29 de junho de 2009

É hoje!

Mary retorna a cidade hoje, às 17h. Estarei lá a sua espera! Saudade demais!
Mensagem para refletir:
A base da felicidade deve nascer na própria mente do homem. Aquele que tem tão pouco conhecimento da natureza humana que busca a felicidade fazendo mudanças em tudo, menos na sua própria disposição, irá gastar a vida num esforço infrutífero e multiplicar os males que se propõe consertar. Samuel Johnson.
Boa semana para todos!
Por Pri

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O amor

Não vou falar de amor e nem estou apaixonada.

Outro dia conversava com um amigo e ele me contava sobre sua vida piriguética-amorosa. Ele está vivendo a fase pós namoro, em que se quer pegar todas as mulheres possíveis, para tentar tirar o atraso (tempo em ficou casado/namorando). E tem certas coisas que só acontecem quando estamos nesta não é mesmo? Você sempre conhece uma pessoa legal, que combine com você, masporémcontudoentretanto na fase errada da sua vida. Quero compartilhar essa situation...estávamos ele e mais 4 mulheres. Ele abriu seu Orkut e tinha uma declaração de uma fulana, dizendo estar apaixonada por ele e o pior...dizendo que iria esperar a página dele virar, o tempo que fosse. Eu comecei logo a cantar: “Ta com medo de amar é? Ta com medo do amor e aí? Deixa a página virar...”. Aí pronto...tava armado o circo! Todas as três mulheres diziam que ele devia dar um gelo nela, ou parar definitivamente de ficar com ela, já que ele não queria nada sério. Diziam que ele estava sendo escroto, que estava iludindo ela. O argumento dele é que eles se davam muito bem (em todos os sentidos), que ela já tinha proposto o afastamento, mas ela mesma o procurava e ele não conseguia dizer não.
Mas a situation dele é grave, ou melhor (ou pior), gravíssima. A cidadã, muito esperta, conquistou todos os seus amigos e família. Inclusive sua mãe. No início tudo bem, mas agora está ficando chato. Muitas declarações e as amigas escrevendo comentários comprometedores nas fotos do Orkut. Ele já disse que ele não quer namorar, que ela é a pessoa certa na hora errada. Quem nunca escutou essa frase? Eu mesma já disse algumas vezes. E já ouvi também. Mas daí ficar esperando a fase mudar...e sofrer...e esperar... Porra nenhuma!! Não me quer, acabou. Não é assim da noite pro dia, confesso por experiência própria, mas se valorize caraleo! Primeiro você!
Eu fui a única que não concordei com as outras mulheres. Acho que ele tem que sair mesmo. Se ela voltou está assumindo as conseqüências. Mas, se em algum momento ela tocar no assunto “nós”, repita novamente a ladainha: “não quero namorar, bla bla bla...”.
E ela tocou no assunto! Óbvio! E ele foi sincero, disse a real, ou como ele mesmo diz: “Joguei o barro”. E ela terminou o pseudo-romance. Já dei o prazo: depois do São João, uma ligação assim, só pra saber como foi o SJ, nada demais! Sei como é...


A vida é tão simples. Nós é que a tornamos difícil. Fácil demais escrever. Eu bem sei disso!


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P.S. 1 Depois de tantos dias de descanso, quero mais.
P.S. 2 Mary* você faz falta.
Por Pri

sexta-feira, 12 de junho de 2009

All the single ladies [and gentleman]

Velho, sabe colé? Eu to cagando pro dia dos namorados. Ca-gan-do. Não, nem vou começar aqueles protestos politicamente corretos de que é um dia criado pelo comércio e pelo capitalismo, porque apesar de eu achar que seja isso mesmo, eu odeio coisas politicamente corretas. Eu gosto é do errado, da baixaria, da putaria, mas, opa, vamos abstrair e voltar lá ao assunto.
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Então, penso aqui com os meus botões que eu já passei da idade de ficar na merda porque não tenho ninguém pra passar dia doze de junho juntinho. Quer dizer, tudo bem aquela deprê báaasica que rola quando você tem 15 anos e vê a menina que você mais odeia no mundo recebendo uma porra de um buquê na porta da sala do colégio, mas.. Agora já deu né? Tipo, eu até piro em algumas situações por estar solteira, como ir num casamento com sua amiga [e o namorado dela] e chegar lá e ver milhões de outros casais, fora os noivos em si, que juram amor eterno e dão todo aquele clima de final de filme da Disney pra noite. Mas chorar rios de lágrimas e dizer que vou passar o dia na cama, de mal com o mundo, porque alguém chegou e inventou que hoje era dia de se ter um amor? Para né?
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Tudo bem, eu até concordo que a mídia, as lojas, os filmes escolhidos pra passar no dia e todos os corações pela cidade a fora não colaboram, mas vamos pensar pelo lado bom? Não tem espera em restaurante, não tem pagação de mico de pegar fila do motel com o carro no meio da rua, não tem que rodar shopping pra comprar um presente que valha, não tem gastação de dinheiro, não tem decepção com o que esperava da noite.. Pô, será mesmooo que é tão importante assim? Sei lá, sou meio avessa a clichês de datas. Odeio réveillon e meus anos-novos geralmente se resumem a uma companhia boa, uns fogos de artifício e eu dormindo cedo. Tambem to mifu pra Páscoa e coisas do gênero, então neeem me incomodo em jejum de carne, peru de natal e afins. Feriado bom é feriado de festa, então fico no Carnaval e no são João e não se fala em mais nada.
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Pra quem se incomoda imensamente em estar só nesse dia fuleiro, tenho pouco a dizer: meu, vai tomar uma! Vai curtir seus amigos, vai dançar um forró, vai fazer uma reunião pra falar mal de alguém, vai cantar Silvano Sales no Júlio César, mas pelo amor de Jeová, não entra nessa onda de quero-me-matar porque nem rola. Nem combina, cara. Relax, take it easy, relax, take a beer.
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Por Mary*

domingo, 7 de junho de 2009

Vontade de mudar sem ainda saber o quê.

Era um scrap [ou melhor, uma série deles] para Nanda via Orkut, mas achei que falou exatamente o que eu tenho pra dizer nesse domingo tedioso de estudo e Tv. Sabe quando ás vezes a gente vai deixar um simples recado dizendo que tá com saudade e abre o coração? Pois é, deixemos extrapolar então: que vire público.
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"Sabe que eu tava pensando hoje? Que eu estou enjoada de tudo isso aqui. Aqui, ali, aí, sei la, cansada das mesmas coisas. Aí lembrei de um scrap que eu mandei pra você uma vez falando disso e eu queria até procurar ele, porque acho que é justamente o que eu to sentindo [de novo]. Mas aí eu nem lembro se foi scrap ou depoimento e meio que desisto.
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Velho, eu tava assim a uns meses atrás [2], aí eu queria ficar em casa. Pensei que se eu voltasse a sair, eu ia melhorar e adivinha? melhorei. E então eu sempre acho que a solução é eu sair mais, esquecendo que cada vez que eu saio mais, eu enjoo mais rápido das coisas e aí vira um ciclo sem fim do rei leão e, convenhamos, o simba demora muito tempo pra ter a burrinha da felicidade passando na porta da casa dele. E eu não quero mais esperar.
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Sabe, eu fico aqui pensando que eu to vivendo minha vida esperando coisas que vem e vão e eu começo a esperar outra coisa e ela chega, e vai embora e eu só penso: oh, acabou. QUE PORRA!
Eu não quero mais viver de espera, contando no relógio o tempo que falta pra isso ou aquilo, olhando o calendário a todo momento, vivendo dias programados. Sacolé?
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Eu to achando que eu to ficando velha e, não, não me fale que é paranóia minha, porque não é. Cara, eu to com 23 anos e com essa idade minha mãe me tinha e eu não tenho nem um diploma de faculdade. PQP, eu não tenho nem um namorado, nem um paquera. Não que eu esteja atrás de um. Eu ultimamente não aguento nem a mim mesma, imagina uma pessoa cheia de defeitos e chatices que te decepciona por não caber justamente nos seus sonhos. É, Cazuza diria que eu não sei amar, mas foda-se Cazuza, se ele soubesse tanto assim de tudo, ele não teria morrido por culpa própria.
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Velho, eu queria ir pra Minas e ficar lá até o dia que me der na telha voltar. Mas ai eu penso que eu deveria ter largado mão de ser imatura e começado a criar vergonha na cara.
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Cansei, cansei mesmo, das mesmas pessoas, lugares, conversas, pagações de sapos, da faculdade e de casa. Eu quero pedir ALTO pra algo mudar, porque eu sei que quando a gente pede alto as coisas, elas tendem a acontecer. E eu nem to com medo daquele esqueminha de "cuidado com o que você deseja", porque, foda-se, eu não aguento mais esse marasmo. Mesmo que eu esteja me afogando em alto mar, quero tempestade. Eu quero viver tudo que há pra viver, eu quero me permitir, eu quero SAIR DAQUI.
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Cacete, eu to enlouquecendo. É essa otite desgraçada que fez as bactérias entrarem na minha cabeça e agora elas comem meu cérebro e eu não consigo ser sensata. Alias, eu já fui sensata alguma vez? Pois bem, estou pior, então. "
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Por Mary*

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Se eu tivesse uma história pra contar, um baião que te fizesse dançar..

Na minha busca por um são João perfeito, fiquei indecisa se o que eu realmente queria era gastar um dinheiro gigante [que eu nem tenho] pra alguns dias de festa regada a cerveja free, bandas de axé e forró [sim, toda festa na Bahia tem que ter um tico de axé], uma casa com chuveiro frio, chão frio e banheiro sujo, muita gente e poucos “brothers“. Aí percebi que nem tava afim dessa relação de pouco beneficio pra muito custo. Me surpreendi. Porque a única vez que não fui viajar nesse feriado, foi em quando a festa se resumia a um único fim de semana e eu tava totalmente sem saco de tanto trabalho pra pouco tempo. Fora a deprê que tava instalada e me fazia querer casa, tevê e livros.

Assim, quando decidi não viajar esse ano, fiquei invocada pra descobrir se o que me impedia de resolver tudo era alguma tristezazinha que se instala la no fundo e as vezes a gente só nota quando acontecem coisas assim. Mas vi que não.. Era só uma racionalidade exacerbada, uma previsão de que eu até iria me divertir, mas nada que valha a pena.

Não sei. Me vejo ultimamente meio contrária à festas grandes, essas que fatidicamente acabarão em pegação, bebedeira, música alta e multidão. Fora o carnaval, que me pega de jeito e me deixa encantada, prefiro, digamos, sentar num buteco com uma mesa cheia de amigos pra tomar uma [ou melhor, várias]. Me agrada mais, me traz mais risadas, me rende melhores memórias, me faz bem. Gosto é de conversar, resenhar, contar e ouvir historias, discutir coisas, falar da vida dos outros [sempre!], fazer piada. Ficar em pé, esperando por um show de 2h, na chuva, no vento, com milhares de pessoas desconhecidas e incompatíveis, me emperiquitar toda todo santo dia, dormir pouco [e mal] e ainda pagar por isso...? [Bocejo] Não, obrigada, eu passo.

Me disseram que eu to ficando velha. Mas, contrariando a normalidade, comecei a perceber que isso pode até ter um bocado de influência dos anos que se passam, mas é mais uma questão de aprender que nem sempre essas atrações de “grande putaria” me deixam animada. Alias, cada vez menos elas trazem as alegrias que traziam antes. Então, pra que insistir? Deixo para a galera de 18 anos que, confesso, era composta por mim mesma a alguns anos atrás. É quando isso tudo é novidade,essa liberdade, essa farra e essa animação de aproveitar-tudo-ao-mesmo-tempo-agora-porque-amanha-acaba. Hoje, quero tantas outras coisas, mas, ao mesmo tempo, quero menos. Só desejo meus amigos, algumas muitas cervejas e um lugar de encontro. Mais fácil ou mais complicado?


Por Mary*

sábado, 30 de maio de 2009

Conto de fadas? Me vê um documentário, por favor!

Uma coisa que ando percebendo ultimamente é como as pessoas se apaixonam e depois não conseguem viver esse sentimento, seja porque é uma paixonite platônica que não se realizou, ou por causa da distancia, ou porque havia incompatibilidade de interesses na relação.
Aí comecei a perceber que a gente tem que ser mais racional na vida. Tá, é lindo essa historinha romântica de amor a primeira vista e felizes para sempre, mas na realidade.. Nunca é bem assim. Pra dar certo, tem que ter junção de somente duas coisas: o querer estar junto com o poder estar junto. Um dos dois sozinho, nem presta.
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Que tinha que ter o querer, todo mundo sabia. Relação por conveniência, por comodismo, por medo de solidão, eu nem discuto mais. É colocar um dos quesitos mais importantes da sua vida no lixo. E sim, eu acredito ainda que é primordial é mesmo o amor e é impossível ser (completamente) feliz sozinho. Minha alma romântica teima em ficar lá no fundo puxando a barra da minha saia, pedindo pra ser lembrada.
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Mas o que eu comecei a ter como teoria dogmática é que a gente precisa saber escolher um amor que a gente possa viver, não somente que a gente queira viver. Não sei se é porque eu comecei a achar trabalhoso e vergonhoso demais correr atrás de algo, mas não vejo porque as pessoas se dão ao trabalho de lutar pra dar certo coisas que obviamente não darão. Tá, tá, “vamos viver tudo que há pra viver”, foda-se por quando tempo isso durará. Mas é justamente aí que o bicho pega. Não é perder um pouco de tempo e de vida ficar a espera de quem um dia, quem sabe, a gente possa ficar junto de vez?? Não era mais prático achar alguém que coubesse exatamente nos seus sonhos, no seu caminho? Ok, é beeem mais difícil e talvez até menos impulsivo, mas.. Com a idade [ops, maturidade!] que chega, começo a ver amores impossíveis como uma fantasia que não faz bem. Aquilo que sonhamos e aquilo que a realidade é as vezes não pode coincidir. Se tem mais sofrimento que sorrisos, se passa mais tempo longe que perto, se tem mais passado que futuro.. Por que continuar?
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Sei lá. Posso estar falando da boca pra fora e quando for passar por alguma situação que todo mundo diga “cai fora..”, eu esteja lá, de dente à mostra, achando tudo lindo e com um prognóstico bom. Mas acho que minha tendência é querer o real, o possível, o que me prova que tem a chance de existir, porque é pra ser, não porque eu quero que seja. “All you need is Love” já ficou pra trás na minha cabeça. Quero é novidade: relacionamento adulto, como quer que isso seja. Conto de fadas à la Disney não me encanta mais.. Não serve o imaginável, manda por sedex para as meninas de 15 anos. Somente o possível. Somente.
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“Porque é que é sempre tão difícil acabar as relações, mesmo quando já estão acabadas? Porque é que uma pessoa tem tanta relutância em enterrar os mortos e cortar laços que sabe que não servem absolutamente para nada senão para nos empatar a vida e atrasar a existência? O João passa a vida a queixar-se de que o casamento com a Sofia foi um erro e não faz nada para mudar a situação. Ninguém faz nada nesta merda de país, preferem todos aderir ao sistema em vez de dar uma volta à vida.”
(Margarida Rebelo Pinto - Não Há Coincidências)
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Por Mary*

sábado, 23 de maio de 2009

Durma,medo meu

Fiquei agora pensando nessa ânsia que a gente de viver tudoaomesmotempoagora. Prometo, acredito mesmo nessa pegada de andar a 80 por hora. É tudo mais divertido com o vento batendo no rosto, o cabelo voando, os quebra molas fazendo o carro voar e o prazer das curvas fechadas. Sempre que alguém me pergunta, eu digo pra se jogar, de cabeça, mesmo que seja em piscina vazia: o mergulho vale o baque. E convenhamos que é melhor do que ficar na beirinha molhando a ponta do pé. Quero trampolim, montanha russa e pipoca de panela com a tampa aberta. Não suporto gente com medo de experimentar, de ousar, de querer. Tenho ódio dos meus próprios receios diante da vida. Acho que existe uma linha tênue entre cautela e covardia e é meio difícil decidir quando você está demais ou quando poderia ousar um tico mais. Se pudesse botar em prática minhas idéias loucas, tava arrumando uma mochila [gigante, lógico, que nunca soube fazer mala pequena], tirando a poeira do passaporte e preparando o estomago pra pimenta, o pé para as musicas dançantes e o coração pros dramalhões.Ou tava pelo menos dividindo quarto em republica mineira, trocando a cerveja gelada pela cachaça que esquenta o inverno de bota e anima o sertanejo. Sei lá. Não sei até onde a barreira que me impede é real ou feita de um bocado de tijolinhos de insegurança. Penso na saudade, no tempo relativamente perdido, nas questões práticas [leia-se: dinheiro], na solidão, na ousadia necessária, na falta de um porto seguro. Preciso quase de uma mão pra segurar a minha e dizer para eu ir, sem medo, porque existem pés na frente abrindo caminho. Nunca aprendi a ser sozinha. E nem sei se vou. Quando olho para os meus planos de futuro, me sinto numa bolha de plástico, como se nunca fosse realmente sair desse marasmo, desse casulo que a gente cria por proteção e comodismo. Queria quebrar a inércia que meu destino tende a seguir, experimentar coisas novas, viver com os sentidos, ter historia pra lembrar, viver tudo que tenho pra viver. E eu tenho tanto.. Só tenho que começar a sair do plano das idéias, Platão. Ensina?

Por Mary*