quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dizia ele: Estou indo pra Brasília, nesse país lugar melhor não há.



Porque hoje é aniversário de Brasília. (Eu falo Brasília de um jeito estranho. Quer dizer, estranho pro povo daqui de Salvador, pra galerê de lá, acho que é normal.)

Meu, como eu amo aquilo lá. Sério, muito mais do que essa vibe eu-só-quero-o-que-não-posso-ter que acontece mil vezes na minha vida, eu sempre quis estar lá, mesmo quando já estava. Sabe a sensação que dá quando você tá voltando de uma viagem cansativa, de horas e horas de confusão e o avião pousa no chão e você suspira “Cheguei”? Pois é. É assim que eu vejo meu corpo ir reagindo, aos pouquinhos, toda vez que eu começo a ver aqueles quadradinhos divididos perfeitamente lá de cima do céu. Só que minha viagem dura meses, às vezes até mais de um ano. E eu só me sinto realmente em casa nas férias.

E nêgo me pergunta por que eu curto tanto Brasília. Que não tem mar. Que não tem nada pra fazer. Que é seco. Que é cidade política. Que matam índios. Zzzzzzz. Meu, tô cagando pra mar, tô cagando pra índio (sim, tenho preconceito com indígenas e você não vai tirar isso de mim, por mais que seja politicamente errado. I can’t care less), tô cagando pra político. As pessoas vêm Jornal Nacional e acham que a cidade se resume à Esplanada dos Ministérios. Eu passo pela Esplanada e não penso um minuto sequer na crise política, na divida externa, nos candidatos ladrões da próxima eleição. Eu lembro que aquele ali é o caminho pra casa da minha melhor amiga e isso me faz sorrir. É uma questão de prioridades.

E sim, tem coisas ruins mesmo, como meu nariz fabricando insanamente melecas sangrentas porque a umidade tá em 10%. Tem os pardais a cada 5km que me fazem enlouquecer na paranóia de ser multada. Tem o vazio que rola nos feriados e férias. Tem a vibe Gossip Girl da galerê. Tem a mega distância de tudo. Tem o custo de vida alto (o que me entristece profundamente quando penso no pós-formatura). Tem o fato de eu ter me desacostumado com as opções de lazer que a cidade me dá (não que sejam poucas, mas são as erradas).

Mas né. Tem as ruas retinhas, sem buracos, com sinalização e endereços tão menos complicados. Brasília é toda certa e deve ser um dos motivos que eu curto: conserta minha desordem. Tem o Zoológico mais fofo. Tem festa na casa de brodér todo fim de semana, nem que seja pro esquente velho de guerra. Tem loja de bala barata na rodoviária. Tem sol sem suor de dia e frio-mais-gostoso pra usar bota e meia calça de noite. Tem o melhor crepe de morango com chocolate ever. Tem o marrom e o verde. Tem os bairros tão arrumadinhos, os prédios certinhos, as casas com piscina. Tem o fato de você SEMPRE conhecer alguém que conhece aquela pessoa que você conheceu há 5 minutos. Meu deus, mas que cidade linda. Tem minha família. E tem minha família (sim, duas vezes, porque tem os Coelhos/Carneiros e tem os Dias/Droescher). E né. Só isso já me bastava.

E porque quando eu penso hoje em dia em Brasília, eu tenho medo. Medo de fazer igual em 2004 e começar a re-pensar no meu retorno pós-faculdade pra lá. Anos atrás foi por causa da UFBa, foi por causa de preguiça de tentar, foi por namorado, foi pelas meninas. Hoje, é tanto mais a acrescentar na lista do que vou deixar pra trás aqui. E é cada vez menos o que vou ganhar lá. E só essa possibilidade da não volta (de novo) enche meu peito de um semi- desespero que fica até difícil respirar. Não me imagino mais tempo sem. Ainda me faz falta em imenso. Ainda me atrai mais que tudo. Ainda é o que eu quero e não consigo ter. Será que vai ser pra sempre?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

And I pray to be only yours.


Então que né. Eu peguei uma doença esse fim de semana. Desde quinta meio moribunda, sonolenta, completamente enjoada, anorexia, fraca, dores no corpo, sensibilidade na pele e todas essas coisinhas chatas que acompanham a virose/dengue/dengo que eu devo ter tido. Só que, senhoras e senhores, nenhuma desgraça vem só e eu tinha prova de Genética essa segunda. Genética, a matéria mais difícil desse semestre, porque além de ser difícil por si só, a professora é mei que subjetiva pra analisar suas respostas e oi, eu nem entendo a matéria pra argumentar qualquer coisa. E né. Se eu perder em Genética, eu não me formo, atraso um semestre todinho por causa dessa budega e sou deserdada de vez e expulsa de casa e todo o Mcblá já conhecido.

Aí dá-lhe Mariana chorando porque não conseguia estudar, Mariana chorando porque não entendia o que estudava, Mariana chorando porque não tinha a senha certa do site pra pegar todos os slides das aulas, Mariana chorando porque não sabia se era melhor fazer a prova na loka ou tentar a segunda chamada mega difícil. Y a mucha honra, Maria la del barrio soy.

Aí fui hoje, um trapo humano, sem rímel e sem esmalte, de chinelim fuleiro, tentar minha sorte. Cheguei mais cedo pra aproveitar a carona porque no way eu ia conseguir pegar ônibus nessas condições. Tô sentandinha lá no chão, quietinha, tentando saber quais seriam as cores dos filhotes de um labrador chocolate, filho de um pai labrador amarelo (que tinha mãe labradora preta), com sua mãe labradora indefinida (sim, essas são as questões). Senta um brodinho do lado, eu pergunto: "Que dia é hoje?" e ele responde: "Dia 19. Dia do índio. Dia do Exército. Dia da árvore. Dia de Santo Expedito." Eu rio com a qualidade calendárica da resposta e pergunto do que diabos Santo Expedito é santo (com o perdão da expressão). Ele fala que é o santo das causas impossíveis, das causas urgentes, dos estudantes, militares e viajantes. E eu fecho o olho e falo: "Então eu vou pedir pra me formar no tempo certo. E pra isso, não pode ter prova hoje". Corta a cena

Quinze minutos depois chega minha amiguê e eu levanto pra conversar com ela. No que ela: "Ouxe, Mariana, olhe ali: não vai ter prova não.". Meu. Meu. Meu. Eu olhei pra frente e um mini-cartaz, metade de uma folha de papel grudada na pilastra, rasurada e escrita na letra mais feia, dizendo que a prova de Genética tinha sido adiada pra próxima segunda. Então. Eu pulei, eu gritei, eu sai saltitando e abraçei a pilastra. Meu coração parou 5 segundos. E eu lembrei de Santo Expedito. Amigo, que rapidez, que habilidade. Virei fã. A número 1.

E é assim, no fim de uma manhã qualquer de abril, que Mariana sai da vida profana e pecadora pra virar devota do melhor santo da história de todos os santos santificados da santidade santa. Até o nome desse blog vai ter que mudar, porque oi, não posso mais escrever num lugar que se denomina putíssima. Coluna +18 como colaboradora em blog? Não posso. Noras de Gandhy? Nem sei o que é. Funk, dorgas, putetê: não me chame. Santo Expedito, é com você até o fim, tamo aê pra atender qualquer pedido seu. Só dizer.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Let’s hide for destiny.


Eu não quero ter que trabalhar em escritórios. Por favor, não.


Com esse fim-ainda-tão-distante da faculdade, vem o medo. Muito mais do que a empolgação com o semestre festeiro que se promete e com el grand finale. Fico com o estômago na boca, a bile quase pra sair, quando lembro que segunda depois da formatura, to lá eu, desempregada. A vala. Tá, tá, falta aí um ano e tanto e sei lá o que pode acontecer até lá. Mas hoje minha agonia já é essa, então me deixa sofrer de antecipação, because this is who I am.


E começo a pensar nisso em vários momentos. Quando professor paga sapinho de estágio, quando meu pai enche meu saco até não poder mais, quando meus amiguês tão de beca e eu tô na platéia, quando falta dinheiro no fim do mês. Mas hoje veio por uma coisa tão besta, tão inútl. Mas tão verdadeira. Lá vai: Eu não quero trabalhar em escritório.


Não, não quero mesmo. Foi jus-ta-men-te um dos motivos que me fez fazer veterinária. Eu queria emoções, queria adrenalina e queria mudanças. Todo dia. Queria sair no mesmo horário, mas sem saber muito bem o que esperar, sem saber que horas eu iria poder voltar. E olha que na época eu almejava mais do que hoje, desejava florestas, coletes marrons e dardos tranqüilizantes. Ok, ainda até desejo. Mas hoje meu *sonhozinho* é cheiro de éter, é cheiro de isoflurano, é cheiro doce de sangue. E sim, eu gosto. Amo. Aprendi a. Assim como gosto agora de bosta de cavalo e boi. Porque quando alguém me diz que o HospMev cheira à esterco, eu digo revoltada o quanto é bom. Me lembra fazenda, Clínica 2, Prática 4 e liberdade.


E outro dia tava eu pensando que queria um emprego fácil. Fácil do tipo trabalhar em casa, com um notebook e só. Sabe, a hora que eu decidisse que tava afim, falando no MSN com quem eu não estivesse com fobia temporária, vestida com a roupa mais esfarrapada, bebendo coca cola e comendo batata frita. Com as unhas da cor que eu quisesse pintar. E ganhando coisas como viagens, brindes, popularidade e semi-fama. Sim, eu também queria isso. Sim, eu iria enjoar em 6 meses e ia gritar que eu não agüento escrever nada obrigada e que transformei meu lazer em obrigação. E né, me falta o talento. Sim, falta. So, we are back to the start.


E aí eu lembro que é muito difícil conseguir isso. O emprego querido, eu digo. Porque meu bloco mais concreto é de estudar mais e mais até passar em concurso público. E ganhar dinheiro suficiente pra me sustentar e, quem sabe um dia, fazer o que eu realmente quero. Porque né. Já tão me cobrando. E, adivinha só: empregos concursados são (geralmente) dentro de salas fechadas, com ar condicionado e computador piscante. Não, eu não quero. De verdade, não. Me dá vontade de chorar só de pensar em.


Aí pronto, tô eu aqui, 03:26h duma manhã de sexta, num semi-desespero por acrescentar mais um item na minha lista Tensão Pré-Formatura. Porque tá longe, mas tá tão perto... E cada dia eu arranjo um novo motivo de não querê-la. Porque nem consigo mais ficar com sorrisinhos no rosto. É só escuridão e suspiros.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

I don't know and I don't know how to know, you know?

Me peguei falando que eu não combinava com tal pessoa porque ela era.. Responsável demais, digamos assim. Porque eu sempre acho que preciso de gente que me estimule, que me faça sentir empolgação, que me dê emoções. E lendo esse trecho de um livro de novo, eu tive a mesma sensação.

“Só um garoto adolescente concordaria com isso: enganar nossos pais pra consertar veículos perigosos usando o dinheiro que vinha da minha faculdade. Ele não parecia ver nada de errado nisso. Jacob era um presente dos deuses.”

Instantaneamente eu pensei: eu preciso de um garoto adolescente. Just like that.

Mas será? Será mesmo que eu preciso de outro ser igualzinho a mim pra me botar mais idéias malucas inconsequentes na cabeça? Pessoas que desistam das coisas ‘certas’ para se focar nas vontades e desejos momentâneos? Pessoas que se importem mais com o putetê, com o que traz risadas e adrenalina? Sabe, a vida não é só isso. Festas e diversão, eu digo. Aí fico pensando se não é justamente o oposto que falta na minha vida: alguém que me ponha responsabilidades e deveres na cabeça. Alguém racional pro meu lado rebelde. Alguém que me acalme. Mas eu já tive isso e né? E eu reclama justamente dessa falta de vida que a vida da gente tinha. Porque se eu brigo bizarro com alguém, essa pessoa tem que me fazer querer sair de táxi 3h da manhã, sem dinheiro, e atravessar a cidade, só pra ficar de bem. Aí eu sei que eu gosto, que eu sinto. Mas me traz toda a instabilidade que já tá saturada em mim.

Borboletas ou equilíbrio? Euforia ou serenidade? O que eu preciso?
Saco.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O não-ser, não-estar, não-sonhar.


Sabe quando você tá assim, com vontade de algo, mas não sabe exatamente do que?

Sabe quando você quer mudar alguma coisa na sua vida, ser diferente, mas ainda não descobriu qual é o item que tá errado?

Sabe quando alguém te pergunta se você tá triste e você não diz que sim, mas também não consegue dizer que não?

Sabe quando só dá vontade de tapar o ouvido e gritar?

Sabe quando tem alguma coisa estranha no ar, mas você sabe que não tem nada a mais ou a menos que ontem?

Sabe vontade de chorar do nada, só porque tocou uma música e você achou a melodia linda de morrer?

Sabe quando você está sozinho e quer companhia, mas, quando sai, se pega pensando “These are not my people, I should never have come here.”

Sabe uma agonia que não passa, um momento estagnado da sua vida, uma sensação de que devia ter algo mais que essa apatia cinzenta?d

Sabe quando você não sabe o que quer, só sabe o que NÃO precisa?



Pois é.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Imagina só, que loucura, essa mistura.

Porque hoje é quarta feira e ao mesmo tempo que falta UM dia, em uma semana tudo já vai ter acabado. E me surpreende essa facilidade com que as coisas são esperadas e passam, do jeito que você pode passar trezentos e tantos dias esperando por uma semana, do jeito que você pode passar seis anos esperando por um dia. E as datas chegam e vão e você começa a esperar outra coisa e termina tudo num ciclo vicioso de aguardos, chegadas e partidas.

O cheiro de tinta tá pela casa toda, já rolam contas rosas pelo chão, tem cerveja na geladeira, o tênis saiu do armário, as saias chegaram, tem turbante rosa na cama. Meu coração bate mais forte quando ouve músicas que eu só ouço praticamente essa época do ano. As pessoas perguntando do Noras, perguntando do Balada, perguntando onde você vai ficar, perguntando com quem você vai. É festa na cidade, acorda pra ver.

Só que esse ano, me deparei com milhares de críticas e opiniões sobre o carnaval daqui que só mesmo gente que não é daqui pra expor. Gente que define carnaval como suor, pegação, banheiro sujo, empurra-empurra. Gente que acha que tem que gostar de axé pra gostar de carnaval. Gente que acha que carnaval e micareta são a mesma coisa. Gente que acha que a culpa do Brasil estar como está é porque nego curte carnaval (Zzzz). Gente que diz que apesar de não curtir, te respeita por curtir, mas aí para de te seguir no twitter porque você tá falando sobre. Gente que te acha fútil porque você gosta de carnaval. Gente que separa as pessoas em duas categorias: as que gostam e as que não gostam. E gente que não gosta.

Pra falar a verdade, eu já fui dessas pessoas. Já viajei pra Ilha porque não curtia essa vibe. Já fiquei dentro de casa vendo os blocos na tv e achando um saco. Já olhei torto e com risinho de deboche pra gente que tentava me convencer que era diferente do que se via na Tv. Aí eu fui.

É diferente de tudo. Diferente de tudo que você possa viver, diferente de tudo que você vê pela tv, diferente de micareta, de festa de camisa, de qualquer coisa que possa ser confundido. É chegar lá quinta feira com o corpo quase tremendo de empolgação. É sentir vibrar por dentro quando toca certas músicas. É ver o corpo todo arrepiado. É se fantasiar de Noras de Gandhy e rir até não poder mais com as brincadeiras. É chorar quando Tuca canta “Agora que o carnaval terminou..”. É fechar os olhos e ter milhares de filmes passando na cabeça.

Eu nunca vou conseguir explicar o que é. Nem se eu gritar com você, nem se eu tirar mil fotos, nem se eu filmar, talvez nem se eu te levar comigo pela mão pra mostrar. Sentimento não se explica, não se entende. Acreditam ou não. E também podem aceitar: não é nada do que você imagina que seja. Aceite, não aceite. Isso não muda nada pra mim, não muda minha alegria, não muda meus seis dias de felicidade. Podia mudar pra você. Mas é uma daquelas situações que só quem vive pode falar, só você estando lá pra ter a opinião verdadeira e sentir. Eu estarei e sei do que sinto. E não troco por nada. Eu sou do carnaval.

http://www.youtube.com/watch?v=AH2MDmkjtqg


Por Mary* Coelho

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dê-me um abraço, estou de volta

Puta que pariu! Passo meses sem vir aqui, escrevo um post enorme e perco. Tudo. Ódio.
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Então...estou de volta. Sem desculpas pela minha ausência.
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Voltando para casa vim pensando em colocar o post que tinha escrito que falava um pouco dessa vida de twiter que Mary escreveu no post abixo. Confesso que não aderi ao twiter, afinal a graça é você estar sempre atualizando. Se você não atualiza, quem vai quere te seguir? Mas não recrimino não! É mais uma forma ultraveloz de saber da vida alheia. E não foi através do twiter que minha amiga-irmã (sister do meio) ficou "famosa" e teve fotos divulgadas em um famoso site??
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E essa Putíssima Trindade meu povo!? Existe ainda?
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Se eu não morrer de meningite em Porto Seguro, volto com resenhas, fofocas e afins. Só queria risadas soltas com meus amigos da emev. Sem dúvidas só vai faltar vocês!

Por Pri

sábado, 31 de outubro de 2009

What are you THINKING?

Pois é, desde que criaram o twitter e eu me viciei nele, comecei a ter mais preguiça que o normal de atualizar isso aqui. É muito mais fácil expressar emoções em 140 caracteres, no exato momento em que elas acontecem. Então, como forma de juntar esses dois meios de comunicação, vou postar aqui as minhas últimas frases de lá, pra nêgo ter uma idéia dos últimos acontecimentos na minha vida dramática.

[Em ordem cronológica invertida.]



"Sorte de hoje: Se quiser que os outros sejam felizes, pratique a compaixão.". Meu, eu quero que nêgo se foda. Tô nem aí se vc é feliz ou não.

Sabe aquele filme "Hitch, o conselheiro amoroso"??? Pois. Os caras que eu conheço tão precisando de umas aulas daquelas. Tudo PICA MORTA.

Hoje eu queria ser viciada em drogas. Proibidas, eu digo.

Meu, EU NÃO AGUENTO MAIS AS PESSOAS! Elas são MUITO chatas!

Hey girl, now it's only me and you in the single wing. Let's go have some fun. [um poema que eu fiz agora nesse meio de tarde fdp]

Ou mais. RT @erikgustavo: Quem quiser um convite pra tomar no cu é só pedir que eu tenho 20

Mar ainda me impressiono com a filá da putagem de nêgo

Eu queria um livro em que uma menina estivesse apaixonada por um cara perdidamente. Tô lendo Crepúsculo. É irracional de tanta paixão.

No dia que as pessoas aprenderem a diferença entre ser sincero e ser inconveniente o mundo será um lugar melhor para viver.

Quero muito RT @poalli: quero minimizar encheção de saco na minha vida. só isso que eu quero.

Eu quero usar algo azul, algo emprestado, algo velho e algo novo no meu casamento. Isso, óbvio, se eu casar um dia. #vidaamorosafail

Então né, aí você vê a pessoa entrar várias vezes no orkut e NADA no msn. Ódio profundo.

Sinto borboletas no estômago como não sentia a um bom tempo

Para uma análise completa: http://twitter.com/marycoelho


P.S.: Twitter é como um micro-blog. Você tem sua conta e posta frases/links de no máximo 140 caracteres. Quem te segue, recebe essa frase. Você segue pessoas e recebe as frases delas. RT é quando você escreve no seu twitter algo que alguém escreveu. Para mais informações, procure no Google. [rá]
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Por Mary*

sábado, 10 de outubro de 2009

Discutindo [comigo mesma] inconclusivamente

Hoje respondi uma pergunta com “o que obviamente não presta sempre me interessou muito” (a pessoa com mais frases de efeitos do mundo). E juntando isso à várias conversas filosóficas na madrugada do MSN, comecei a lembra que esse ‘sempre’ da minha frase é uma mentira. Eu não fui sempre assim, eu não era assim.
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Mudei tanto, em todos os quesitos, nos últimos anos, que as vezes eu até me esqueço quem fui e me confundo com quem sou. Eu era toda certinha, careta mesmo, não bebia, não fumava, não.. Bem, não fazia nada. E pregava a minha santidade como aqueles vegetarianos chatos que querem fazer você ter peso na consciência por comer carne. Ficava indignada com comportamentos diferentes do meu e coisas como traição, piriguetagem e afins. Me sentia um peixe fora d´água, mas me achava certa nos meus ideais.
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Aí veio a faculdade, veio a convivência com gente muito diferente de você, veio a descoberta de um mundo novo, porque ou eu entrava nele ou me afundava na depressão que só um fim de amor pode trazer para sua vida. E como eu não sei brincar e ser café com leite, eu afundei o pé na jaca. Desci do meu pedestal e fiz muitas coisas que antes eu julgava erradas. No começo eu fazia para me divertir, para me libertar da tristeza toda que ficar só em pensamentos me trazia. Depois, me acostumei a seguir as pessoas, sem pensar se era certo ou o quê, se combinava comigo ou não. Hoje eu tenho mais ou menos a postura que eu quero diante da vida. Aprendi que eu não preciso fazer o que a maioria das pessoas faz, porque minha cabeça não é igual a da maioria das pessoas. Tento achar um equilíbrio entre o que eu acho bacana e o que eu já julgo fora dos limites da razão. Na maioria das vezes, eu encontro esse equilíbrio, mesmo que derrape em algumas pistas e tenha que voltar atrás com as orelhas baixas. Mas eu entendo que todo mundo é passível de erro e as vezes girls just wanna have fun. Eu só quero me divertir. Eu só quero em divertir o tempo todo, e talvez o problema esteja aí.
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As vezes eu acho que interpreto um personagem. Pessoas me pedem para levar um cd pra uma viagem e eu morro de vontade de levar o acústico de Cássia, the only thing that I wanna hear in these days e não levo porque sei que vou mudar totalmente o conceito que as pessoas tem de mim e não sei até onde isso me fará bem. Aí eu levo o cd com axé, funk e Stefhany e todo mundo diz que é a minha cara. As pessoas que eu ando/convivo costumam ser muito liberais, como se fossem mais ligadas ao fazer do que ao pensar. Eu ouço coisas do tipo “Se eu fico 3, 4 vezes com uma menina e ela fica enrrustindo, eu caio fora. Tenho 15 anos é?!” ou “Não existe homem fiel, existe é mulher que não sabe investigar” e me assusto em imenso. Fico pensando sou diferente, se isso tudo é mesmo verdade e quem é errada da história sou eu. Eu sei, eu sei, cada um tem seu direito de pensar o que quiser, mas é bem difícil perceber que a maioria das pessoas que você curte são totalmente opostas a você.
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A verdade é que eu penso mais e mais nisso quando envolvo histórias de amor. Quando imagino meus ideais românticos e divido eles com toda a gente e quase ninguém concorda. Quando vejo gente que pensa tão diferente de mim e se dá tão melhor e eu aqui, a ficar encucada com o certo e o errado, o que quero e o que é real.
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Sim, sim, eu espero um conto de fadas and fairy tales gone bad. Não existe perfeição e cada vez mais eu me acostumo a pensar que eu não sou uma excessão, não vai ser comigo que isso vai dar certo e não, ele não está tão afim de mim assim. Começo a querer me apaixonar antes de ter algum contato ‘carnal‘, a conhecer mais a pessoa do que ter o envolvimento real. Cansei de me decepcionar com quem já to no meio do caminho. Queria as borboletas do inesperado, a percepção do sentimento e aquela alegria gigante de você [finalmente] conseguir. Queria ter música para lembrar, reler mil vezes a mesma mensagem, palpitar o coração quando a janelinha sobe, dormir pensando em como seria. Queria me apaixonar, de verdade, e muito, não essas paixonites de 5 minutos que eu tenho aos montes ao longo do dia, todos os dias.
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Complicado. As vezes me acho muito velha para as coisas que eu penso, as vezes me acho muito nova para as coisas que eu quero. Não aprendi ainda se essas complicações todas que cercam as pessoas são porque elas ainda não decidiram o que querem da vida ou se foi justamente porque elas amadureceram e curtem o momento. Sei que eu não me vejo em nenhum dos opostos e não quero mais pipocar de um canto a outro. Quero agora ter o que quero, do jeito que quero, como eu quero. Tudo ou nada. Mas ao mesmo tempo, não quero ter ‘nada’. Quero tudo. E esse ‘tudo’ é tão difícil de se obter quando você percebe, enfim, o que [ou quem] ele é...
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Por Mary*

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

No dia 6 de setembro

Tava aqui pensando que hoje é 6 de setembro e eu só fui descobrir há uma semana que essa segunda era feriado. Parece março, o tempo é como se tivesse parado, mal lembro o que fiz durante esse ano todo. Quando penso nas matérias que fiz o semestre passado me vem um branco incalculável na cabeça e não é porque as fiz mal, mas sim porque passaram por mim como se não me afetassem. Temo que isso se estenda pelos próximos 6 meses, há um mês estou em aulas e não me apetece ir a quase nenhuma. Ou muito chatas ou repetitivas ou professores que não me agradam ou horas demais e assuntos interessantes de menos.

Ontem disse no bar que não queria um namorado. Mas ao mesmo tempo sinto que me falta algo, que eu ainda não defini se é alguém ou alguma coisa. Sinto falta mas já não sei mais do que. Falta-me minha melhor amiga, porque essas noites de domingo com feriado na segunda são uma mistura de bom com ruim, tédio com obrigação de sair e queria ela do meu lado. Eu odeio obrigação de sair e deve ser por isso que chego de madrugada todos os dias da semana, mas quando posso acordar tarde, prefiro ficar em casa. Me tremo toda de vontade de ir pra rua e ter exatamente a mesma noite que venho tendo há um mês [ou há anos, sabe-se lá], mas continuo em casa. As pessoas me chamam de esquisita e dizem que eu enjoo da cara de todos com a maior facilidade e sei que estão todos certos, mas ao mesmo tempo, todos errados. Canso de quem é igual, quem tem a mesma essência todo dia, quem não me surpreende e me põe bocejos na boca. Talvez toda a gente seja assim, previsível, até mesmo eu, que na minha inquietude, já posso ser demarcada por ser assim.

E porque hoje, pela segunda vez na vida, eu acordei chorando porque chorava no sonho e passei o dia entristecida por isso. E não é um desejo dividir isso com toda a gente, mas a cada vez que vem essas ondas sinto que chego mais perto de falar. Mas me calo e talvez isso machuque ainda mais e talvez machuque de um jeito ou de outro. As pessoas tendem a fazer dramas por coisas tão minúsculas, como eu a pensar em quem vai no meu convite de formatura, quanto há tanta coisa mais a se pensar, a se fazer. É um mundo pequeno e eu não quero ser pequena.

E eu queria hoje uma estrela cadente igual a que vi outro dia no Júlio César, que até meu pai reconhece, é meu segundo lar. Porque meu pedido ia mudar. Ou não ia nada, porque eu continuo a desejar, até mesmo sem saber que desejo, por mais que eu não queira desejar. É um saco se policiar em coisas que não são de sua escolha. Ou são? Acho que a gente tem mais controle de si mesmo do que pensa e culpa destino, coração e besteiras como essas porque não tem a força suficiente pra dizer que se aquilo ali não é bom pra sua cabeça, não devia ser bom pra nada mais.

Mas isso é muito bonitinho e fácil de dizer e eu sei bem que todas as vezes que eu chego num lugar, meus olhos fazem uma revista pra saber se encontro o que quero encontrar, pra saber se é hoje que meu coração vai bater até quase sair do peito e meu estômago vai despencar até o pé. Sim, porque o medo me tapa a boca, mas a saudade dessa sensação é tanta que já chego a desejar. Maldito um ano que passou rápido demais e me coloca a sentir coisas que eu já me achava curada. Meu Deus, isso nunca vai mudar? É inevitável ou eu que sempre estou a fazer o retorno e brincar comigo mesma de carrossel? Tenho medo, mas como já disse, meu medo vem ficando menor que minha vontade e aí vem outro medo, o medo de não conseguir ser dona de mim. E quando eu fui?


Descubro que me faltam 3 coisas essenciais: uma amiga, um amor, uma mãe. Coisas que eu não posso ter hoje, coisas que eu não posso ter tão cedo, coisas que eu nunca mais vou poder ter; não necessariamente nessa ordem. Não ter isso ou pelo menos algo disso me enche de uma agonia angustiante, me apetece sair pela rua agora e tomar sorvete na orla, desejo um telefonema, quero tanto e faço tão pouco ou por não poder ou por não poder querer.

Me sinto enjoada.