quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Imagina só, que loucura, essa mistura.

Porque hoje é quarta feira e ao mesmo tempo que falta UM dia, em uma semana tudo já vai ter acabado. E me surpreende essa facilidade com que as coisas são esperadas e passam, do jeito que você pode passar trezentos e tantos dias esperando por uma semana, do jeito que você pode passar seis anos esperando por um dia. E as datas chegam e vão e você começa a esperar outra coisa e termina tudo num ciclo vicioso de aguardos, chegadas e partidas.

O cheiro de tinta tá pela casa toda, já rolam contas rosas pelo chão, tem cerveja na geladeira, o tênis saiu do armário, as saias chegaram, tem turbante rosa na cama. Meu coração bate mais forte quando ouve músicas que eu só ouço praticamente essa época do ano. As pessoas perguntando do Noras, perguntando do Balada, perguntando onde você vai ficar, perguntando com quem você vai. É festa na cidade, acorda pra ver.

Só que esse ano, me deparei com milhares de críticas e opiniões sobre o carnaval daqui que só mesmo gente que não é daqui pra expor. Gente que define carnaval como suor, pegação, banheiro sujo, empurra-empurra. Gente que acha que tem que gostar de axé pra gostar de carnaval. Gente que acha que carnaval e micareta são a mesma coisa. Gente que acha que a culpa do Brasil estar como está é porque nego curte carnaval (Zzzz). Gente que diz que apesar de não curtir, te respeita por curtir, mas aí para de te seguir no twitter porque você tá falando sobre. Gente que te acha fútil porque você gosta de carnaval. Gente que separa as pessoas em duas categorias: as que gostam e as que não gostam. E gente que não gosta.

Pra falar a verdade, eu já fui dessas pessoas. Já viajei pra Ilha porque não curtia essa vibe. Já fiquei dentro de casa vendo os blocos na tv e achando um saco. Já olhei torto e com risinho de deboche pra gente que tentava me convencer que era diferente do que se via na Tv. Aí eu fui.

É diferente de tudo. Diferente de tudo que você possa viver, diferente de tudo que você vê pela tv, diferente de micareta, de festa de camisa, de qualquer coisa que possa ser confundido. É chegar lá quinta feira com o corpo quase tremendo de empolgação. É sentir vibrar por dentro quando toca certas músicas. É ver o corpo todo arrepiado. É se fantasiar de Noras de Gandhy e rir até não poder mais com as brincadeiras. É chorar quando Tuca canta “Agora que o carnaval terminou..”. É fechar os olhos e ter milhares de filmes passando na cabeça.

Eu nunca vou conseguir explicar o que é. Nem se eu gritar com você, nem se eu tirar mil fotos, nem se eu filmar, talvez nem se eu te levar comigo pela mão pra mostrar. Sentimento não se explica, não se entende. Acreditam ou não. E também podem aceitar: não é nada do que você imagina que seja. Aceite, não aceite. Isso não muda nada pra mim, não muda minha alegria, não muda meus seis dias de felicidade. Podia mudar pra você. Mas é uma daquelas situações que só quem vive pode falar, só você estando lá pra ter a opinião verdadeira e sentir. Eu estarei e sei do que sinto. E não troco por nada. Eu sou do carnaval.

http://www.youtube.com/watch?v=AH2MDmkjtqg


Por Mary* Coelho

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dê-me um abraço, estou de volta

Puta que pariu! Passo meses sem vir aqui, escrevo um post enorme e perco. Tudo. Ódio.
.
Então...estou de volta. Sem desculpas pela minha ausência.
.
Voltando para casa vim pensando em colocar o post que tinha escrito que falava um pouco dessa vida de twiter que Mary escreveu no post abixo. Confesso que não aderi ao twiter, afinal a graça é você estar sempre atualizando. Se você não atualiza, quem vai quere te seguir? Mas não recrimino não! É mais uma forma ultraveloz de saber da vida alheia. E não foi através do twiter que minha amiga-irmã (sister do meio) ficou "famosa" e teve fotos divulgadas em um famoso site??
.
.
.
E essa Putíssima Trindade meu povo!? Existe ainda?
.
.
.
Se eu não morrer de meningite em Porto Seguro, volto com resenhas, fofocas e afins. Só queria risadas soltas com meus amigos da emev. Sem dúvidas só vai faltar vocês!

Por Pri

sábado, 31 de outubro de 2009

What are you THINKING?

Pois é, desde que criaram o twitter e eu me viciei nele, comecei a ter mais preguiça que o normal de atualizar isso aqui. É muito mais fácil expressar emoções em 140 caracteres, no exato momento em que elas acontecem. Então, como forma de juntar esses dois meios de comunicação, vou postar aqui as minhas últimas frases de lá, pra nêgo ter uma idéia dos últimos acontecimentos na minha vida dramática.

[Em ordem cronológica invertida.]



"Sorte de hoje: Se quiser que os outros sejam felizes, pratique a compaixão.". Meu, eu quero que nêgo se foda. Tô nem aí se vc é feliz ou não.

Sabe aquele filme "Hitch, o conselheiro amoroso"??? Pois. Os caras que eu conheço tão precisando de umas aulas daquelas. Tudo PICA MORTA.

Hoje eu queria ser viciada em drogas. Proibidas, eu digo.

Meu, EU NÃO AGUENTO MAIS AS PESSOAS! Elas são MUITO chatas!

Hey girl, now it's only me and you in the single wing. Let's go have some fun. [um poema que eu fiz agora nesse meio de tarde fdp]

Ou mais. RT @erikgustavo: Quem quiser um convite pra tomar no cu é só pedir que eu tenho 20

Mar ainda me impressiono com a filá da putagem de nêgo

Eu queria um livro em que uma menina estivesse apaixonada por um cara perdidamente. Tô lendo Crepúsculo. É irracional de tanta paixão.

No dia que as pessoas aprenderem a diferença entre ser sincero e ser inconveniente o mundo será um lugar melhor para viver.

Quero muito RT @poalli: quero minimizar encheção de saco na minha vida. só isso que eu quero.

Eu quero usar algo azul, algo emprestado, algo velho e algo novo no meu casamento. Isso, óbvio, se eu casar um dia. #vidaamorosafail

Então né, aí você vê a pessoa entrar várias vezes no orkut e NADA no msn. Ódio profundo.

Sinto borboletas no estômago como não sentia a um bom tempo

Para uma análise completa: http://twitter.com/marycoelho


P.S.: Twitter é como um micro-blog. Você tem sua conta e posta frases/links de no máximo 140 caracteres. Quem te segue, recebe essa frase. Você segue pessoas e recebe as frases delas. RT é quando você escreve no seu twitter algo que alguém escreveu. Para mais informações, procure no Google. [rá]
.
Por Mary*

sábado, 10 de outubro de 2009

Discutindo [comigo mesma] inconclusivamente

Hoje respondi uma pergunta com “o que obviamente não presta sempre me interessou muito” (a pessoa com mais frases de efeitos do mundo). E juntando isso à várias conversas filosóficas na madrugada do MSN, comecei a lembra que esse ‘sempre’ da minha frase é uma mentira. Eu não fui sempre assim, eu não era assim.
.
Mudei tanto, em todos os quesitos, nos últimos anos, que as vezes eu até me esqueço quem fui e me confundo com quem sou. Eu era toda certinha, careta mesmo, não bebia, não fumava, não.. Bem, não fazia nada. E pregava a minha santidade como aqueles vegetarianos chatos que querem fazer você ter peso na consciência por comer carne. Ficava indignada com comportamentos diferentes do meu e coisas como traição, piriguetagem e afins. Me sentia um peixe fora d´água, mas me achava certa nos meus ideais.
.
Aí veio a faculdade, veio a convivência com gente muito diferente de você, veio a descoberta de um mundo novo, porque ou eu entrava nele ou me afundava na depressão que só um fim de amor pode trazer para sua vida. E como eu não sei brincar e ser café com leite, eu afundei o pé na jaca. Desci do meu pedestal e fiz muitas coisas que antes eu julgava erradas. No começo eu fazia para me divertir, para me libertar da tristeza toda que ficar só em pensamentos me trazia. Depois, me acostumei a seguir as pessoas, sem pensar se era certo ou o quê, se combinava comigo ou não. Hoje eu tenho mais ou menos a postura que eu quero diante da vida. Aprendi que eu não preciso fazer o que a maioria das pessoas faz, porque minha cabeça não é igual a da maioria das pessoas. Tento achar um equilíbrio entre o que eu acho bacana e o que eu já julgo fora dos limites da razão. Na maioria das vezes, eu encontro esse equilíbrio, mesmo que derrape em algumas pistas e tenha que voltar atrás com as orelhas baixas. Mas eu entendo que todo mundo é passível de erro e as vezes girls just wanna have fun. Eu só quero me divertir. Eu só quero em divertir o tempo todo, e talvez o problema esteja aí.
.
As vezes eu acho que interpreto um personagem. Pessoas me pedem para levar um cd pra uma viagem e eu morro de vontade de levar o acústico de Cássia, the only thing that I wanna hear in these days e não levo porque sei que vou mudar totalmente o conceito que as pessoas tem de mim e não sei até onde isso me fará bem. Aí eu levo o cd com axé, funk e Stefhany e todo mundo diz que é a minha cara. As pessoas que eu ando/convivo costumam ser muito liberais, como se fossem mais ligadas ao fazer do que ao pensar. Eu ouço coisas do tipo “Se eu fico 3, 4 vezes com uma menina e ela fica enrrustindo, eu caio fora. Tenho 15 anos é?!” ou “Não existe homem fiel, existe é mulher que não sabe investigar” e me assusto em imenso. Fico pensando sou diferente, se isso tudo é mesmo verdade e quem é errada da história sou eu. Eu sei, eu sei, cada um tem seu direito de pensar o que quiser, mas é bem difícil perceber que a maioria das pessoas que você curte são totalmente opostas a você.
.
A verdade é que eu penso mais e mais nisso quando envolvo histórias de amor. Quando imagino meus ideais românticos e divido eles com toda a gente e quase ninguém concorda. Quando vejo gente que pensa tão diferente de mim e se dá tão melhor e eu aqui, a ficar encucada com o certo e o errado, o que quero e o que é real.
.
Sim, sim, eu espero um conto de fadas and fairy tales gone bad. Não existe perfeição e cada vez mais eu me acostumo a pensar que eu não sou uma excessão, não vai ser comigo que isso vai dar certo e não, ele não está tão afim de mim assim. Começo a querer me apaixonar antes de ter algum contato ‘carnal‘, a conhecer mais a pessoa do que ter o envolvimento real. Cansei de me decepcionar com quem já to no meio do caminho. Queria as borboletas do inesperado, a percepção do sentimento e aquela alegria gigante de você [finalmente] conseguir. Queria ter música para lembrar, reler mil vezes a mesma mensagem, palpitar o coração quando a janelinha sobe, dormir pensando em como seria. Queria me apaixonar, de verdade, e muito, não essas paixonites de 5 minutos que eu tenho aos montes ao longo do dia, todos os dias.
.
Complicado. As vezes me acho muito velha para as coisas que eu penso, as vezes me acho muito nova para as coisas que eu quero. Não aprendi ainda se essas complicações todas que cercam as pessoas são porque elas ainda não decidiram o que querem da vida ou se foi justamente porque elas amadureceram e curtem o momento. Sei que eu não me vejo em nenhum dos opostos e não quero mais pipocar de um canto a outro. Quero agora ter o que quero, do jeito que quero, como eu quero. Tudo ou nada. Mas ao mesmo tempo, não quero ter ‘nada’. Quero tudo. E esse ‘tudo’ é tão difícil de se obter quando você percebe, enfim, o que [ou quem] ele é...
.
Por Mary*

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

No dia 6 de setembro

Tava aqui pensando que hoje é 6 de setembro e eu só fui descobrir há uma semana que essa segunda era feriado. Parece março, o tempo é como se tivesse parado, mal lembro o que fiz durante esse ano todo. Quando penso nas matérias que fiz o semestre passado me vem um branco incalculável na cabeça e não é porque as fiz mal, mas sim porque passaram por mim como se não me afetassem. Temo que isso se estenda pelos próximos 6 meses, há um mês estou em aulas e não me apetece ir a quase nenhuma. Ou muito chatas ou repetitivas ou professores que não me agradam ou horas demais e assuntos interessantes de menos.

Ontem disse no bar que não queria um namorado. Mas ao mesmo tempo sinto que me falta algo, que eu ainda não defini se é alguém ou alguma coisa. Sinto falta mas já não sei mais do que. Falta-me minha melhor amiga, porque essas noites de domingo com feriado na segunda são uma mistura de bom com ruim, tédio com obrigação de sair e queria ela do meu lado. Eu odeio obrigação de sair e deve ser por isso que chego de madrugada todos os dias da semana, mas quando posso acordar tarde, prefiro ficar em casa. Me tremo toda de vontade de ir pra rua e ter exatamente a mesma noite que venho tendo há um mês [ou há anos, sabe-se lá], mas continuo em casa. As pessoas me chamam de esquisita e dizem que eu enjoo da cara de todos com a maior facilidade e sei que estão todos certos, mas ao mesmo tempo, todos errados. Canso de quem é igual, quem tem a mesma essência todo dia, quem não me surpreende e me põe bocejos na boca. Talvez toda a gente seja assim, previsível, até mesmo eu, que na minha inquietude, já posso ser demarcada por ser assim.

E porque hoje, pela segunda vez na vida, eu acordei chorando porque chorava no sonho e passei o dia entristecida por isso. E não é um desejo dividir isso com toda a gente, mas a cada vez que vem essas ondas sinto que chego mais perto de falar. Mas me calo e talvez isso machuque ainda mais e talvez machuque de um jeito ou de outro. As pessoas tendem a fazer dramas por coisas tão minúsculas, como eu a pensar em quem vai no meu convite de formatura, quanto há tanta coisa mais a se pensar, a se fazer. É um mundo pequeno e eu não quero ser pequena.

E eu queria hoje uma estrela cadente igual a que vi outro dia no Júlio César, que até meu pai reconhece, é meu segundo lar. Porque meu pedido ia mudar. Ou não ia nada, porque eu continuo a desejar, até mesmo sem saber que desejo, por mais que eu não queira desejar. É um saco se policiar em coisas que não são de sua escolha. Ou são? Acho que a gente tem mais controle de si mesmo do que pensa e culpa destino, coração e besteiras como essas porque não tem a força suficiente pra dizer que se aquilo ali não é bom pra sua cabeça, não devia ser bom pra nada mais.

Mas isso é muito bonitinho e fácil de dizer e eu sei bem que todas as vezes que eu chego num lugar, meus olhos fazem uma revista pra saber se encontro o que quero encontrar, pra saber se é hoje que meu coração vai bater até quase sair do peito e meu estômago vai despencar até o pé. Sim, porque o medo me tapa a boca, mas a saudade dessa sensação é tanta que já chego a desejar. Maldito um ano que passou rápido demais e me coloca a sentir coisas que eu já me achava curada. Meu Deus, isso nunca vai mudar? É inevitável ou eu que sempre estou a fazer o retorno e brincar comigo mesma de carrossel? Tenho medo, mas como já disse, meu medo vem ficando menor que minha vontade e aí vem outro medo, o medo de não conseguir ser dona de mim. E quando eu fui?


Descubro que me faltam 3 coisas essenciais: uma amiga, um amor, uma mãe. Coisas que eu não posso ter hoje, coisas que eu não posso ter tão cedo, coisas que eu nunca mais vou poder ter; não necessariamente nessa ordem. Não ter isso ou pelo menos algo disso me enche de uma agonia angustiante, me apetece sair pela rua agora e tomar sorvete na orla, desejo um telefonema, quero tanto e faço tão pouco ou por não poder ou por não poder querer.

Me sinto enjoada.

sábado, 15 de agosto de 2009

Eu preciso dizer que eu te amo...

Tava lendo mil e um blogs, na vã tentativa de achar mais um queridinho. Mas hoje é tanta gente escrevendo, sobre tanta coisa diferente, que fica até complicado de achar algo que se resuma a exatamente o que você procura.


Bem, li um posto sobre “maneiras estranhas de ouvir o primeiro ‘eu te amo’.”. Tinha citando coisas como falar no meio do Carnaval, numa briga no meio da rua, enquanto escova os dentes e por ai vai.


Tentei lembrar das primeiras vezes que eu ouvi eu te amo. A primeira primeiríssima foi do meu primeiro namoradinho, que digamos, nem envolvimento forte teve, através de uma carta. Quando acabei de ler, ele disse de novo, a gente se beijou e fomos felizes para sempre [durante 3 meses,que é quando meu relógio agoniado apita e eu fico extremamente entediada com a pessoa do meu lado. Hora de terminar.]. Eu só respondi “eu também” e realmente não lembro de ter chegado a dizer um “Eu te amo” durante esse tempo juntos.


Na segunda, em meio a uma briga fenomenal, eu ouvi por telefone primeiramente um “Você quer que eu diga o que?? Que eu te amo? Eu não te amo!”. Respirei fundo, fiquei uns 5 segundos de boca aberta e respondi: “Então acho melhor a gente terminar.”. E terminamos. Por umas 8 horas. Dez minutos depois dessa frase perturbadora [nunca mais esqueci o exato momento que ouvi], ele já tava implorando uma volta e declarando insistentemente que me amava sim, me amava sim, me amava sim..


A terceira vez que ouvi a tal frase [quero dizer, de alguém diferente] foi meio seguido de um “ai, que merda, mas já?”. Por uma mensagem de celular desejando um boa noite. Algo como “Então tá, boa noite, te amo.”. Eu: COMO É?! (ataque de pânico). Fiquei na minha por muito, muito tempo e só fui retribuir esse “carinho” um ano depois,quando realmente achava cabível abrir a boca e dizer.

.

É, tá, concordo, é realmente curioso o jeito que as pessoas dizem um “eu te amo”, alias, o meio que elas acham para dizer isso. Umas tentam fazer como se não fosse nada demais, os mais atenciosos têm todo um romantismo atrás do gesto e a grande maioria precisa de algo que impulsione a dizer aquilo, tipo perceber que há a possibilidade da perda. Também tem os clássicos ‘euteamo’ da cama [pós coito], quando vai haver uma viagem ou distância pela primeira vez, quando pede em namoro and things like that. Tudo meio cliché, meio brega, meio sem noção e constrangedor. Eu, sinceramente, em determinados situações, preferiria o momento da escovação de dente. Pelo menos não é obrigatório responder. Gosto que meu primeiro 'eu te amo' seja espontâneo, mais pro lado do ", você já passou manteiga no pão pra mim? 'Brigada, te amo". É mais verdadeiro e simples. Combina mais comigo.

.

P.S.: Post dedicado ao Dia dos Solteiros e todas essas situações constrangedoras que NÃO somos obrigados a passar.

.

Por Mary*

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Carente de botões de reset. Quero começar tudo do zero.

Porque o blog não é atualizado há décadas e porque eu tô sem sono e sem ter o que fazer numa madrugada de quinta. Na verdade, nem sei por que deu na telha escrever, já que ando meio sem saco para falar de mim, de me explicar, de querer conversar. Ando com preguiça das pessoas.

Sim, sim, é algo que acontece comigo de tempos em tempos e meio que se mistura com minha mania de enjoar de certas personalidades (a maioria delas). Me dá uma certa agonia e uma imensa repulsão a contatos educados e sociabilidade em geral. Como uma sindrome do pânico no primeiro nível. Vontade de me envolver num edredon grosso e gigante e me abrigar bem distante de tudo o que irrita tanto que dá vontade de enfiar as unhas nas palmas da mão. É mais que um querer, é uma necessidade. Não dá pra ser diferente.

Eu sei que é complicado, dificil de entender e chato para quem fica em volta. Ainda mais quando a loucura é inexplicável. Poderia até tentar achar razões, olhando lá para trás e vendo que eu nunca finquei raizes ou aprendi a viver rotinas e mesmices. Tenho um desejo por constantes mudanças, em todos os quesitos da vida, porque é tãaao fácil de enjoar do que já possuo a um tempo. De saco cheio da mesma vida. De saco cheio da minha vida.

"Estou incrivelmente irritada, aquela irritação que incomoda discretamente. Não quero mais sair pra canto nenhum e nem precisar ser simpática com as pessoas. Por muito pouco não me descontrolei quando minha irmã me perguntou o que eu ia fazer na locadora de vídeo. Até essas perguntas idiotas e a preguiça de pensar das pessoas está me incomodando hoje."
(Contos Proibidos)


Por Mary*

domingo, 12 de julho de 2009

Ainda hoje penso em ti. É um lugar-comum, mas é verdade. .

Para explicar o turbilhão de sentimentos que fazem meu coração ficar desse tamaninho esse domingo, só mesmo trechos do meu livro preferido para ilustrar tudo..
.
.
"- Lembra-se de há um bocado termos falado da minha primeira namorada? Quando me fui embora do Porto para Inglaterra foi por causa dela. Não aguentava estar na mesma cidade que ela, era-me totalmente insuportável a ideia de a poder encontrar na rua e já não fazermos parte da vida um do outro...


- Mas você não devia ter mais de vinte anos, ainda era um miúdo...


- Isso não tem nada a ver. Até pelo contrário. São as primeiras paixões que nos marcam para toda a vida.


Olha-me fixamente.


- E pela sua cara já percebi que lhe aconteceu a mesma coisa.


- Acontece a toda a gente, isso é um lugar-comum.


- Não é não, Vera. Pense bem. Nem toda a gente passa por isto. Mas quando passa é algo que nos marca para toda a vida. A Marta foi a minha grande paixão, a mulher de quem mais gostei... talvez esteja a exagerar, ou talvez não, se disser que foi a mulher que de facto amei. E só tinha 17 anos quando a conheci. Quando acabámos, pensei que ia morrer. Fechei-me uma semana no quarto, não queria ver ninguém. A minha mãe deixava-me a comida à porta, demorei quase um mês para voltar a sair de casa. Se não fosse um grande amigo meu que me obrigou a reagir, não sei o que teria acontecido. Estava desfeito, completamente destruído. E, quando algum tempo mais tarde a voltei a ver, senti-me tão mal que percebi que não podíamos viver na mesma cidade. E foi por isso que me fui embora. E foi por isso que estive sete anos fora.
.
Já percebeu que também eu carrego uma história assim, que a minha cruz é como a dele, a cruz de uma paixão inacabada, de um amor contido e falhado, a tristeza de ter investido tudo e ter perdido tudo, de termos sobrado num mundo ímpar onde provavelmente nunca conseguiremos encaixar com mais ninguém, porque eram aqueles o corpo e o espírito certos e únicos para a comunhão das almas. Deseja-se muita gente, perde-se a cabeça com algumas pessoas, há entusiasmos, paixões, atracções mais ou menos fatais. Mas amor, há só um. O primeiro. O último. O único e derradeiro. Só se ama uma vez na vida. O João, sempre e ainda o João na minha vida."
.
(Margarida Rebelo Pinto - Não Há Coincidências)

Por Mary*

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Assim foi e assim será. SERÁ?

Apesar do meu comportamento em relação ao blog parecer contrário, estava com saudade disso aqui. Não vou tomar o tempo de vocês explicando o porquê do sumiço, mas o que importa é que eu estou de volta. E espero que por um tempo indeterminado.
-
TODOS, T-O-D-O-S temos mania de achar que porque fulano fez isso no passado, ele irá repetir no presente ou no futuro. Tudo bem que achar que todo mundo é bonzinho ou que todos vão mudar com o tempo é ilusão, mas sejamos complacentes...
Tenho convivido com pessoas ótimas e outras até confusas. Mas esse negócio de ficar tentando entender cabeça de neguinho, não é graça não, viu?!
Outro dia eu estava comentando que a tristeza não me cabe...e não cabe mesmo. Daí a colocar essa afirmação em concordância com o cérebro e o coração, já é outro problema.

Vou parar de escrever frases soltas e vou tentar costurar tudo isso numa colcha só.

Então...pretendo ser bem sucinta. Estive(estou?) apaixonada, me entreguei e me fudi. (SUPER sucinta, fala sério!) Se valeu à pena? MUITO. Pode ser até que valha ainda...mas se for pra valer, vai valer do meu jeito agora, e num futuro bem distante, mesmo que isso afete até a mim mesma. Isso é discurso de mulher burra, bem verdade, mas quando foi que eu disse que não era?
Antes que comecem a falar que é vingança...deixe que eu digo: É VINGANÇA SIM! E esse negócio de que se come frio, não combina comigo. Quero comer quente mesmo e de preferência PRA ONTEM! Se isso vale á pena? Talvez não...pra um médium umbandista, com certeza, não!

Agora é organizar a mente. Não vou viver em função dessa vingancinha malígna, porque aí já seria burrice demais, mas eu quero PELO MENOS mudar os ares. Pessoas e lugares novos, por favor! E como é que não se condiciona a pensar que nenhum homem presta ou que todos vão fazer a mesma coisa com você?
BOA pergunta!
Assim foi e assim será! SERÁ?!
ÓTIMA pergunta! ;)


Por Jéssica Pinho.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Amor Meu

Eu tenho tanta coisa pra falar, sobre meu são João surpresa e perfeitinho, sobre livros e essa gana de leitura insaciável, sobre as ultimas provas e meus pensamentos em geral, que, como já devem ter percebido, nunca são poucos.


Mas hoje quero falar rapidinho sobre Sthefany. Sim, sim, A Sthefany do Piauí. A do Cross Fox. A linda e absoluta.


Nos primeiros dias de fevereiro desse comecinho de ano, eu vi o clipe de um vídeo que estava bombando por todos os blogs de humor que eu lia. E era ela. Com seu espelho, seu blush, seu bonquinho do Shrek, sua banheira de espumas, seu vestidinho de babado e, lógico, com seu carricho pra lá e pra cá. Vi o clip mais de dez vezes na mesma hora. Pro-me-to. Ri de chorar, de rolar na cama. Coisa mais cômica do mundo.


Em uma semana eu já sabia a letra toda já sabia os passos, as caras e os trejeitos da menina. Virou vício. Todo mundo passou a cantar a toda hora, seja dirigindo, seja fazendo pulseira de Nora de Gandhy, seja em plena avenida de carnaval, a muúsica virou hit. Sim, várias pessoas vieram perguntando quem era, se existia mesmo, se não era gozação. E assim foi divulgando o sucesso do momento.


Sábado ligo a televisão depois de quase uma dezena de pessoas me mandarem mensagens e scraps: Sthefany no Caldeirão. E olha ela lá: linda e absoluta. Chorei com a historia dela, chorei quando ela falou que acreditava que o pai ainda tava vivo, chorei com a mão dela chorando no palco, chorei quando ela ganhou o tal Cross Foz amarelo (mais do que merecido, vista a imensa propaganda que ela fez pra Volks.). Emoção total, que eu nunca pensei que aconteceria quando essa brincadeira começou.


Aí hoje entro em vários lugares (orkut, twiiter, blogs, youtube) e vejo como se propagou a faminha da gúria. Longe de mim querer urubuzar sucesso dela, mas, venhamos e convenhamos: é muito fácil gostar de quem aparece no SBT, na Rede Tv, na MTV, na Globo. Muit fácil cantar música de quem canta no Canecão, quem tem madrinha famosa, quem virou celebridade instantânea. Quero ver quem tava lá, cantando no microfone a música todinha, antes mesmo de ela ser notada. Modinhas.. Odeio. Prefiro os bobos e velhos romances.. Então tô até pensando em virar caçadora de talentos, já que me falaram duas vezes hoje que Sthefany deve o sucesso dela na capital baiana à mim, fiel propagadora dos seus vídeos. Não chega a tanto, obviamente, mas sei que ajudei bastante a repercussão do seu nome em certos lugares (faculdade, por exemplo.). E se depender de mim, Sthefany vira estrela. Até boneca já tão pensando em fazer.. E eu louca para comprar!

Anyway, Sthef é musa, é diva, é linda e absoluta. Merece ser aplaudida de pé (mas sem chorar, pra não borrar a maquiagem per-fei-ta que ela faz.). Com os dedos já cruzados e o olho fechado pra Preta ou Claudinha trazerem ela pro carnaval de 2010! E olha que eu não sou mulher, não sou mulher de esperar.. Mas eu conto as horaaas pra te ver. Faço até blusa, Sthef. Vou dançar e me divertir! Porque você é... Demais!


http://www.youtube.com/watch?v=R83_bdb1gJo

(Eu Sou Sthefany)

http://www.youtube.com/watch?v=0bHQbtInJQc

(Sthefany no Caldeirão do Hulk)

Por Mary*